Hand Fidget Spinner – O brinquedo que virou febre entre crianças e adolescentes

De vez em quando surge um brinquedo ou uma brincadeira que logo vira febre entre crianças, adolescentes e até adultos. A mola maluca, ioiô, tamagotchi ( bichinho virtual ) já fizeram história.

Recentemente foi a vez do fenômeno Pokemon Go. O eletrônico fez a cabeça de jovens e adultos do mundo inteiro de um dia para o outro. Foi alvo de muitas críticas e logo perdeu força, devido a  inúmeros acidentes provocados pelo jogo.

Agora, chegou a vez do Spinner (ou fidget spinner). Seu filho já sabe do que se trata e provavelmente se ainda não pediu um logo pedirá. O brinquedo de três pontas arredondadas de plástico ou metal, com modelos coloridos e alguns até luminosos. Foi desenvolvido nos Estados Unidos durante os anos 90 para ajudar no tratamento de pacientes com autismo e com déficit de atenção, mas até então nada comprova a sua eficiência. Vinte anos depois é patenteado pela indústria de brinquedos e ganhou força gigantesca com a divulgação na internet e redes sociais no mundo todo. É um brinquedo de fácil acesso pelo preço baixo e variedade de locais de compra.

Enfim, o que eles fazem? Nada mais do que girar, girar e girar entre os dedos, conforme é pressionado.Resultado de imagem para Hand Fidget Spinner

Algumas pessoas acreditam que este brinquedinho pode ter um fundo terapêutico contra o estresse e ajuda no tratamento do déficit de atenção. Em entrevista ao El País, a psiquiatra infantil Beatriz Martinez, disse que não é bem assim. “No momento, vender um spinner como um remédio para transtornos de déficit de atenção é uma fraude. É preciso pesquisar muito mais. É muito preocupante a tendência da sociedade de vender qualquer coisa como terapêutica sem evidências científicas”, afirmou a especialista.

Pensando em sala de aula, segundo pesquisas recentes, professores argumentam que o brinquedo, ao invés de melhorar a concentração dos estudantes, atrapalha, pois eles ficam preocupados em saber quanto tempo o dispositivo ficará girando entre os dedos e não prestam atenção no que a professora está explicando. Portanto, acreditamos que trazer o brinquedo para a escola contribui de forma negativa para o seu desenvolvimento escolar, gerando conflitos.

Diante da situação, informamos que é proibido o uso do brinquedo na escola e contamos com a parceria das famílias neste processo.

Os pais devem estar sempre atentos em casa! Se for permitir que seu filho brinque com o spinner, fique de olho: monitore a brincadeira para que não se torne um vício e faça combinados  para que saibam o momento correto de brincar.

 

                                                                                                         Orientação Educacional

Avaliação certificadora de inglês

Caros alunos e pais,

Hoje em dia dominar línguas estrangeiras tornou-se uma requisição tanto do mercado de trabalho quanto da própria sociedade, uma vez que povos de diferentes nacionalidades convivem em ambientes presenciais e virtuais. Dentre as línguas estrangeiras, inglês tornou-se hoje o idioma internacional usado em comunicações da área das ciências, cultura, economia, política, arte, e etc.

Os cursos de inglês da Escola Interação têm sido bem avaliados pelos profissionais que atuam na escola, pais e alunos, no entanto, sentiu-se a necessidade de estabelecer parâmetros mais próximos aos testes internacionais para atestar a qualidade deste aprendizado, sem perder o foco no uso social da língua.

Como solução para esta questão, a empresa contratada pela escola para assessoria em línguas estrangeiras, elaborou uma avaliação certificadora seguindo os parâmetros de dois testes internacionais reconhecidos mundialmente: Cambridge e Ielts. O objetivo dessa prova é oferecer uma certificação oficial do nível de proficiência de cada aluno, ao mesmo tempo que fornece informações sobre o aprendizado dos alunos à equipe da escola para que possa aprimorar ainda mais o trabalho realizado.

As provas verificam as quatro habilidades discursivas – compreensão e produção oral e escrita – e são aplicadas no horário normal de aulas, sem necessidade de deslocamento dos alunos. Em 2017, a prova será aplicada aos alunos do 5º e 8º anos, representando respectivamente a proficiência adquirida durante os segmentos de Fundamental 1 e 2.

Os resultados individuais serão enviados até o final do ano, na forma de um relatório de desempenho por habilidade, mencionando também a classificação de proficiência como descrita no European Common Framework of Reference for Languages[1].

Além disso, análises quantitativas e qualitativas serão apresentadas e discutidas com a equipe de professores, coordenadores e gestores da escola, resultando em propostas de aprimoramento do trabalho, aliados ao registro concreto dos avanços conseguidos.

As provas acontecerão entre os dias 03 e 13 de abril próximo.

Atenciosamente,

Bianca de Paula                                                                           Sandra Baumel Durazzo

Diretora Pedagógica da Escola Interação                              Assessora para LE

[1] http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/source/framework_en.pdf

“Estou chegando”

Precisamos de vocês, pais.

O começo de 2017 trouxe para a equipe da Escola Interação novos desafios. Durante todo o mês de janeiro a escola se preparou, tanto no planejamento, com a participação do corpo docente, traçando o projeto pedagógico para o ano que se inicia, tanto na adequação do prédio; contamos agora com uma bela cantina especialmente preparada para os alunos do Fundamental II, refeitório novo para os alunos do período integral. Obras essas que deram continuidade à reforma já iniciada no ano passado, com a adequação dos espaços para os alunos do período integral.

Com essa parte das reformas praticamente equacionada, ficamos com o desafio de melhorar os horários de entrada e saída dos alunos. Desde o ano passado, a escola vem investindo em recursos que possam vir a agilizar e melhorar o fluxo dos alunos nesses horários de pico. Temos o aplicativo “Estou chegando”, desde o ano passado, mas muitos dos pais não baixaram, fato que dificultou muito os horários de saída. Já enviamos vários comunicados para melhorar esses horários, mas continuamos com esperas. Para tanto, pedimos a colaboração de todos os pais, pois isso depende muito da postura das pessoas que vêm retirar os filhos na escola. Simples ações, podem fazer com que a saída transcorra com mais fluidez, evitando transtornos e demoras. Como os pais poderiam colaborar:

Baixando o aplicativo “Estou chegando”;

Chegando uns cinco minutos depois do horário de saída do filho, para dar tempo de todos já estarem no pátio, diminuindo o tempo de espera;

Sair da baia e dar mais uma volta para dar tempo de seu filho chegar, para não obstruir a passagem e atrasar a saída de outros alunos;

Em dias de chuva, a entrada e saída ficam um pouco tumultuadas. Seja paciente.

Para que a escola tenha um bom funcionamento, a colaboração de todos é fundamental; contamos com vocês, pais, para que tenhamos um ano letivo mais tranquilo e produtivo.

Saudações,

Elvira Russo de Paula

Diretora.

Dicas para se dar bem nos estudos…

 

Crianças precisam de estímulos para os estudos não só na escola como também no ambiente familiar.

Você precisa mostrar ao seu filho que estudar é importante, que ler e escrever é divertido e que a sua vida escolar também foi muito legal e interessante.

Quando chega da escola, seu filho, ou filha, joga o material no quarto, na sala, na mesa…em algum canto. Quando tem tarefas de casa, lembra-se ou quando lembra-se, pega o caderno no fim do dia e acelera para terminar logo o que tem que ser feito. Geralmente, no dia anterior da prova, passa horas e horas estudando seguidamente e exausto reclama o quanto estudar é chato!!!

Já se viu nesta situação?

Acontece que a relação das crianças e adolescentes com os estudos é quase de guerra. A hora de estudar é sofrida, desmotivadora e muito pouco proveitosa.

Algumas atitudes em casa podem mudar este quadro. O equilíbrio dos estudos e a rotina diária é essencial para o sucesso escolar.

Se você frequenta a escola no período da manhã, ao chegar em casa almoce e descanse (assista TV, tire um cochilo ) para recuperar a disposição e a energia. Disponha de um horário fixo todos os dias para revisar a matéria que foi dada em aula e fazer as lições de casa. Caso o seu período é o vespertino, ao chegar em casa tome um banho para relaxar, faça a sua refeição e reserve seu tempo para fazer algo que goste como: brincar, assistir TV, conversar com familiares e amigos, acessar a internet, etc. O melhor momento para revisar o conteúdo de aula é no outro dia pela manhã, após uma boa noite de sono e descanso.

A qualidade do estudo também é primordial para bons resultados. Não adianta estudar horas e horas sem foco e não adquirir conhecimento.

É necessário habituar-se a estudar um pouco por dia, reservar uma hora do seu tempo e focar nimg_9025os estudos. Concentre-se, refaça exercícios, realize leituras, faça resumos e fichamentos da matéria dada em aula. Disponha de um caderno para seus registros em casa.

Caso sinta-se cansado e desmotivado, não hesite em parar, dar uma voltinha, beber uma água, ir ao banheiro e voltar a estudar…sua concentração se restabelecerá e conseguirá resultados mais eficazes.

Em época de avaliações é necessário maior empenho e inclusive maior tempo de estudo. A rotina sofre alterações quando necessário.

É importante ressaltar a parceria escola e família nesta empreitada, alunos de fundamental 1 e séries iniciais de fundamental 2 ainda não tem autonomia de estudos, ou seja, estão no processo de aprendizagem de como se estuda sozinho em casa, isto é ensinado e cobrado pela duas instituições ( escola e família ).

Chamamos este processo de autonomia assistida, onde o estudo deve ser acompanhado e monitorado.

Portanto, a rotina de estudos é essencial na vida escolar de seu filho!

                                                                                                                     Carolina B. V. Dias

                                                                                         Orientação Educacional

Mães e pais: precisamos conversar sobre o WhatsApp

Conversas entre pais nos grupos de whatsapp.
Como a Escola vem interpretando esse fenômeno?
Leia:

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O tal Bullying na Escola…

Bully significa brigão, valentão.

O termo BULLYING é caracterizado por ações intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneiras repetitivas por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.

As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes e mentirosas, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), fazer ameaças (enviar mensagens, por exemplo) e a exclusão.

Pesquisas apontam que o BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola.

O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. É necessário informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.

Escola e família devem se unir para que esta prática não se torne hábito de alguns adolescentes.

O professor e os colegas de classe podem contribuir com a  identificação dos atores e os alvos de bullying e devem buscar ajuda o quanto antes.

Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar, mas é necessário diferenciar uma piada aceitável e uma agressão. “Isso não é tão difícil como parece. Basta nos colocar no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?”, orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

O cyberbullying, também conhecido como bullying virtual, cada vez mais frequente,  precisa receber o mesmo cuidado preventivo do bullying e a dimensão dos seus efeitos deve sempre ser abordada para evitar a agressão na internet. Trabalhar com a ideia de que nem sempre se consegue apagar aquilo que foi para a rede dá à turma a noção de como as piadas ou as provocações não são inofensivas. “ O que chamam de brincadeira, pode destruir a vida do outro”, afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Caso o bullying ou cyberbullying ocorra, é preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias. ”Mas, muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar com a intervenção punitiva”, explica a especialista.

A ideia não é punir e sim orientar!

A escola também é local de formação do  cidadão, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Recuperar valores essenciais como o respeito, a generosidade e a tolerância, faz parte do nosso currículo. Devemos criar ações e possibilitar atitudes para um ambiente mais saudável na escola, como:

– Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;

– Incentivá-los a denunciar o bullying; procurar imediatamente a orientação/coordenação da escola.

– Promover discussões sobre o assunto.

– Estimular os estudantes a informar os casos;

– Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;

– Reforçar as regras disciplinares e trabalhar os valores morais.

– Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;

– Executar trabalhos de conscientização, bem como realizar atividades com troca de papéis, ou seja, colocar-se no lugar do outro.

Todos nós podemos contribuir para que o bullying não tenha sucesso na escola.

Pais, fiquem atentos ao comportamento de seus filhos, os acompanhem nas redes sociais, conversem sobre o dia a dia na escola e os incentivem a respeitar e valorizar as diferenças!

 

Orientação Educacional

6º ano: Agora é Fundamental II

O primeiro ano do fundamental II é repleto de novidades!

Mais professores, novas disciplinas, conteúdos mais complexos e aprofundados…para alguns uma nova escola.

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Tudo pode ficar confuso, parecer mais difícil! Para completar toda essa mudança na escola não podemos esquecer que estes pequenos estão entrando na fase da puberdade. Eles abrem os olhos para outras dimensões, começam a valorizar a vida social, as amizades, os passeios e a escola já não é mais a prioridade. Todas essas novidades acabam refletindo no desempenho escolar.

Estas mudanças não devem ser entendidas como um problema e sim uma oportunidade para aprender novas habilidades que serão muito importantes para a vida adulta. Aprender a lidar com as diferenças e diferentes, fazer planos, resolver conflitos e organizar ideias. Na verdade, todo esse processo não tem nada de tão complicado mas muitas vezes confunde a cabeça dos alunos que estão imersos em incertezas, expectativas e empolgações. Cabe aos pais acompanhar e saborear essas novidades, observar, apoiar e incentivar seu filho neste processo de crescimento.

Alguns pais pensam “Agora meu filho já é adolescente, já está no fundamental II e já consegue se virar sozinho”. EsseDia_da_Familia_na_Escola “já” não é tão simples assim. Os pais devem assumir um papel de coadjuvantes que dão sugestões, que apoiam decisões, que orientam e indicam caminhos. É necessário que os ajudem a conquistar a autonomia. Os pais devem participar da vida escolar ativamente neste período, participar de reuniões, acompanhar a agenda e as lições de casa, conhecer os professores e tirar suas dúvidas. Podemos dizer que teremos um processo de autonomia assistida, ou seja, encontrar um equilíbrio entre dar autonomia e ao mesmo tempo acompanhar suas tarefas. É importante que seu filho saiba que você está por dentro do que está acontecendo na escola, que cobre o compromisso com a rotina de estudos e seu desempenho escolar.

Um fator importante é a otimização do tempo. A rotina cansativa do dia a dia transfere a responsabilidade do estudo como-se-inspirar-saindo-da-sua-rotina-noticiasaos filhos e à escola. Porém, devemos lembrar que nesta fase seus filhos ainda não têm maturidade suficiente para caminharem totalmente sozinhos e embora a escola trabalhe nesta construção da autonomia, necessita da parceria efetiva dos pais neste processo. Portanto, quando falamos em otimizar o tempo, é de extrema importância traçar combinados com seu filho sobre a rotina de estudos em casa, estipular um horário específico para realizar as lições e rever o conteúdo que foi estudado em sala de aula, anotar dúvidas, fazer resumos e repetir exercícios para que posteriormente você retome com ele, verifique e se certifique que os resultados foram positivos.

Para uma maior eficiência neste processo, escola e família devem caminhar juntas, ou seja, buscar um trabalho de parceria para reforçarmos essa aprendizagem. O acompanhamento da rotina escolar deve ser realizado na escola e em casa pelo responsável, para que o adolescente entenda a real importância do estudo e obtenha sucesso em sua trajetória.

Devemos lembrar que esta fase inicial quando bem trabalhada dá um suporte importante para as séries seguintes. Portanto, vamos pensar numa autonomia dirigida de qualidade para a construção de bons estudantes.

 

                                                                                                  Profª/Orientadora

                                                                                             Carolina Boro Vieira Dias

Ensino personalizado, o que isso significa?

Sabemos que a tecnologia mudou muito a nossa forma de viver:  não se assiste mais televisão da forma tradicional: muitos já recorrem à TV “on demand” ou seja, assistem seus programas preferidos via internet, ouvem suas músicas preferidas usando programas e plataformas próprias, se comunicam de diversas formas, via what´s up, etc. As formas de se relacionar mudaram muito, haja vista a participação massiva de todos em redes sociais, tais com facebook, instagram, twitter, pinterest…

Concluímos que a tecnologia mudou hábitos de consumo, comportamento e trabalho das pessoas.

 É claro que tudo isso nos leva a considerar a forma como a escola se posiciona nessaR7-Concurso1 nova realidade e como podemos tirar partido e nos inserir nesse novo mundo que está se delineando e nos abre tantos leques de possibilidades, ao mesmo tempo em que provoca muitas inquietações e perguntas…

Pense em uma escola que tenha um ensino que atenda às necessidades individuais dos alunos: uma escola que não esteja descolada da realidade que vivemos nos dias atuais.

Foi com essas inquietações e também muito entusiasmo que iniciamos o planejamento do Interação na segunda quinzena de janeiro;  trazendo aos nossos professores o desafio de pensar um ensino que esteja em consonância com a realidade de nossos alunos, utilizando a tecnologia para um ensino mais personalizado, que venha de encontro a essas questões, preparando para um mundo em que tudo está em constante mutação e transformação.

Foi consenso do grupo a conclusão de que trazer a tecnologia digital para a sala de aula significa estimular a produção, a troca de conhecimentos e o trabalho em equipe. Tornar a aprendizagem mais significativa e aulas mais motivadoras.tecnologia-escola-de-matemática

Partindo dessas premissas, em nosso planejamento para 2015, estão previstas para os alunos inúmeras atividades tais como assistir vídeos selecionados, participar de fóruns sobre vários conteúdos, debater on line sobre as pesquisas e projetos. Assistir a aulas via plataformas como Salman Khan e outras como Coursera (plataforma de ensino à distância). A Gamificação (jogos na educação) também está presente nas aulas por ser um grande recurso para a aprendizagem.

Para os professores, significa se comunicar e compartilhar suas produções, documentos e atividades com os colegas de equipe utilizando os inúmeros recursos da plataforma que será a base para o trabalho.

EdumaticaNesse contexto, o professor vai assumindo cada vez mais seu papel de mediador do conhecimento, em que o ensino vai se construindo a cada dia, juntamente com seus alunos, em que todos os recursos midiáticos e tecnológicos contribuem para um ensino mais personalizado e motivador.

É no convívio consciente com o outro, na troca de vivências, informações, que nasce a educação, que possibilita mudanças e amadurecimento nos aspectos sócio-cognitivo, emocional e cultural.

Elvira de Paula

Diretora

Baby I – Estímulo e Desenvolvimento

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A inteligência e o potencial de uma criança são características que não podem ser qualificadas ou quantificadas. Podemos afirmar que todos nascem como geniozinhos prontos para receberem influências de tudo o que os cerca (família, ambiente…) no decorrer da vida, por isso quanto antes forem estimulados, mais rápido desenvolvem suas habilidades motoras, sensoriais, afetivas e cognitivas.

Os bebês bem estimulados tendem a ser mais ativos e a perceberem o mundo ao seu redor com mais naturalidade e precisão.

É importante garantir o estímulo desde a gestação e quando nascem, os pequenos devem recebê-lo constantemente, tanto da família, quanto dos profissionais envolvidos em seus cuidados e educação.

A estimulação inicia-se em casa, com a família e continua na escola sendo realizada por profissionais que visam garantir o desenvolvimento de todas as potencialidades dos bebês.

O carinho e o conhecimento são fatores decisivos nas conquistas cognitivas e motoras dos pequeninos. O ambiente rico em desafios e que garante considerável oferta de materiais com atrativos visuais, sonoros e táteis também favorece o desenvolvimento das crianças.

Comunicar-se verbalmente com os bebês, usando vocabulário correto, dando nomes a objetos, permitir que eles explorem o meio, que fiquem em contato com diversas formas, texturas, cores, sons e imagens, oferecer desafios, obstáculos apropriados e brinquedos que favoreçam os movimentos, são recursos indispensáveis para o estímulo infantil e todos eles associados aos cuidados, carinho e muito amor são infalíveis quando o objetivo é conquistar ótimos resultados no desenvolvimento integral dos pequenos.

Para os profissionais da educação que lidam com o Baby I na nossa escola, o estímulo é uma das principais atividades de sua prática. Através do conhecimento que têm das características de cada faixa etária, garantem o estímulo apropriado para a condição física e mental dos bebês. Cada um, dentro de suas particularidades, é observado e acompanhado em seu desenvolvimento.toys_f49

Por considerar todas essas exigências, nossa equipe trabalha como parceira da família nesse trabalho de estímulo e acompanhamento com o intuito de garantir a exploração de todo o potencial de nossos bebês. Com grande amor, respeito e conhecimento mantém essa tradição de cuidar dos nossos geniozinhos e prepará-los para lidar com os desafios do dia-a-dia de forma natural e gradativa.

 

 Vanusa Maganha

                                                                                                Orientadora Educacional

Por que reescritas?

Bianca de Paula

Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Fundamental I

 

Para ensinar nossos alunos a escrever bons textos optamos, nas séries iniciais, pelo trabalho com reescritas. Abaixo vamos mostrar como este trabalho é realizado e o quanto é importante para a formação do bom escritor. Este artigo do blog também tem a intenção de mostrar a diferença entre a redação escolar, muito comum nos currículos escolares, e a produção de textos – prática mais atual e completa para o ensino do ofício de escrever bem.

A escrita é uma das ferramentas mais importantes que o ser humano possui para se comunicar. Indivíduos que a dominam e se expressam bem têm mais oportunidades, sucesso profissional e pessoal.  O desafio é escrever com coerência, criatividade, saber escolher as palavras, preocupar-se com a grafia correta, revisar o texto inúmeras vezes, procurar surpreender, emocionar, informar e transmitir a mensagem desejada, buscar em outras fontes recursos para o texto que está sendo escrito, dominar a leitura como meio para a escrita, etc. Todas estas habilidades citadas não são de um escritor profissional e sim de todos que se preocupam em atender os pré-requisitos de uma sociedade cada vez mais exigente neste sentido. 

Diante destas necessidades nossa escola está preparada para formar alunos que lidem com a leitura e a escrita de forma completa e inteligente.

As propostas de redação sempre foram consideradas pelas escolas tradicionais como o único meio de fazer com que os alunos aprendessem a escrever textos. Nestas redações, sempre se propõe um tema determinado ou livre, sem a preocupação com os gêneros textuais. Os tipos textuais não são apresentados, como se todos pudessem ser escritos da mesma forma e tivessem as mesmas características. Geralmente no trabalho com redações, o foco não é ensinar a escrever bem, é somente avaliar como o aluno escreve. Nesta avaliação são usualmente levados em conta dois aspectos: a criatividade e a ortografia. Não são considerados os aspectos discursivos do texto, extremamente importantes para uma escrita de qualidade. Além disso, geralmente não são oferecidos aos alunos modelos de textos de qualidade.

É por este motivo que a reescrita é uma proposta muito mais completa do que as redações e que permite ao aluno, a partir do texto modelo que será reescrito, olhar para diversos aspectos da língua escrita, ao longo da escolaridade. Segundo Luize (2008, s./p.):

Diante da tarefa de escrever um texto já conhecido – por exemplo, uma narrativa –,

os alunos podem tomar uma escrita como referência e se debruçar sobre ela.

Não se trata de uma cópia, mas de uma imitação,

o que demanda um processo de desconstrução e reconstrução do texto.

Reescrever textos de qualidade é importante para que o aluno entre em contato com a leitura e a escrita de modo que possa aprender a escrever levando em conta a forma como se escreve e não somente o que se escreve. Além do mais, reescrever um texto conhecido permite ao aluno não se preocupar, naquele momento, com a invenção do conteúdo e sim se focar na forma do texto, na escolha das palavras, para atingir e surpreender o leitor em potencial.

Além disso, as reescritas também podem trazer propostas de modificação no texto, mas não se trata de um mero exercício de criatividade como nas redações, a tarefa é muito mais complexa já que para continuar um texto, mudar seu final ou fazer inserções, é preciso garantir a coerência temática e textual. A compreensão dos eixos de significação já estabelecidos no texto também é fundamental para uma modificação coerente.

Após este trabalho com reescritas, os alunos, em séries mais avançadas, produzem textos de autoria (neste caso, a aluno cria o conteúdo do texto)  mas com muito mais conhecimento e propriedade, visto que leram, analisaram e reescreveram textos de autores profissionais. Como afirma Teberosky (1997, p. 99),

Quando propusemos o procedimento de reescrita em classe, nosso

objetivo era fazer com que as crianças imitassem o comportamento do outro,

sendo que o “outro‟ era um profissional da redação escrita –

isto é, estávamos estimulando uma espécie de pedagogia dos bons modelos.

O trabalho com as reescritas permite também que a gramática seja estudada a partir dos textos. Os alunos passam a conhecer o uso correto da gramática, já que o que importa, no início do Ensino Fundamental, é saber utilizar nos textos recursos oferecidos pela gramática e não apenas saber nomear e definir classes gramaticais. Por exemplo, é mais importante saber utilizar verbos no texto do que saber conjugá-los fora de contexto.

Para este tipo de trabalho consideramos alguns aspectos relacionados à faixa etária e ao que as crianças são capazes de produzir com certa autonomia.  Com crianças em fase de alfabetização propomos reescritas de textos que saibam de memória, como parlendas, canções, versinhos etc. A reescrita destes textos de memória são favoráveis para a alfabetização já que o aluno precisa pensar nas letras que vai colocar para reescrever e não no conteúdo do texto, que já está memorizado.

Outra boa situação é a reescrita coletiva, que pode ser feita em pequenos grupos ou com a sala toda. Nesta proposta, os alunos ditam e o professor é o escriba (escreve na lousa ou em um cartaz o que os alunos ditam discutindo com eles a melhor forma de escrever). Portanto, todas as decisões são tomadas em conjunto, fazendo com que os saberes de todos circulem durante a produção de textos, proporcionando ricas discussões sobre como escrever. As propostas de reescritas coletivas iniciam-se desde a Educação Infantil até as séries iniciais do Ensino Fundamental. Após este contato coletivo os alunos já podem passar a reescrever textos em duplas e individualmente. Além da reescrita, propostas de mudança no texto também podem ser oferecidas para proporcionar cada vez mais desafios para os alunos no Ensino Fundamental, até chegar a produções de autoria. Consideramos, ao realizar este trabalho, o que diz a autora Teberosky (1997, p. 96),

Muitas variações são possíveis no desenvolvimento da atividade de reescrita,

descreveremos em primeiro lugar a reescrita sem variação.

A atividade desenvolve-se da seguinte maneira:

um texto de um determinado gênero é lido para a criança,

ou ela mesma o lê, depois pede-se que ela o reescreva como estava no livro

(ou num texto-fonte de determinado gênero).

A atividade de reescrita cria, assim,

um espaço intertextual entre o texto-fonte e os textos reescritos,

que permite uma dupla comparação:

entre as escritas resultantes entre si e entre cada uma delas e o texto-fonte.

Em todas as situações de reescrita realizamos com os alunos algumas etapas: o planejamento do texto, a produção de textos intermediários (a partir de leituras e análises do texto-fonte), a textualização (escrita ou digitada) e as revisões do texto. Todas estas etapas são consideradas como conteúdos de ensino. Por exemplo, no planejamento do texto, ensinamos que, antes de escrever precisam elencar os fatos da história, para não esquecê-los na hora da reescrita. O professor ensina que um planejamento é composto de fatos que ajudam a lembrar das partes do conto e não podem ser escritos com muitos detalhes, é somente um lembrete, os detalhes ficam na própria produção de textos.

Nos textos intermediários são registrados os aspectos analisados a partir da leitura do texto modelo. Estes podem ser pré-selecionados pelo professor de acordo com as características do texto e do que foi eleito como conteúdo. Por exemplo, para a reescrita de contos de fadas, os alunos de segundo ano podem produzir um texto intermediário com os marcadores temporais que podem ser utilizados para dar coerência à história. No momento da reescrita, estes textos intermediários servem como fonte para consulta.

Veja abaixo a análise do texto “Os gnomos e o sapateiro” de Heloísa Prieto feita por alunos de 3º ano:  

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Antes de fazer a reescrita os alunos leram o texto e grifaram palavras importantes que poderiam utilizar em suas escritas – como por exemplo os marcadores temporais “Certa noite”, “De manhã”, “À meia noite”.

Também grifaram a forma como a autora utilizou os verbos: “fazê-los”, “examinou”, “intrigava-o”. Ou seja, os alunos estudaram gramática no próprio texto, para aprender a escrever bem, sem precisar fazer exercícios sem sentido.

Texto intermediário que os alunos podem consultar durante a sua produção de textos

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Destacaram do texto palavras que chamaram a atenção e que poderiam utilizar em suas escritas.

A partir deste trabalho crianças de 7 e 8 anos passaram a utilizar em suas escritas palavras mais rebuscadas e aprenderam a flexionar os verbos para não repetir palavras no texto. Por exemplo: ao invés de escrever “vender os sapatos” aprenderam a utilizar “vendê-los” já que a palavra sapatos havia sido utilizada anteriormente no mesmo parágrafo do texto.

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No texto intermediário ao lado os alunos listaram as palavras que a autora utilizou para substituir “sapateiro” e “gnomos” e desta forma não repeti-las.

Em seguida estão os marcadores temporais identificados pelos alunos. Nossos pequenos escritores aprenderam que são palavras importantes para indicar a passagem do tempo na história.   

Planejamento da reescrita: os alunos organizaram coletivamente  os episódios para suas reescritas, assim não esqueceriam de nenhuma parte do texto, garantindo a coerência do mesmo.

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No conto “Os gnomos e o sapateiro” a reescrita foi coletiva até a metade do texto e o restante foi individual. A decisão de reescrever coletivamente parte do texto foi tomada para que houvesse maior intercâmbio entre os alunos e mais intervenções da professora para garantir a aprendizagem. Diferente das redações em que o aluno recebe o título e escreve sozinho nesta proposta, como visto nos exemplos acima, há uma troca constante e vários estudos do texto antes da escrita, ou seja, os alunos realmente aprendem a escrever.

A revisão é uma etapa muito importante e os professores dispensam atenção especial neste momento, já que a formação do escritor competente depende de sua capacidade e competência para revisar o texto que escreveu. A revisão pode ser feita de várias formas: coletivamente, em duplas, com foco em determinados aspectos, pode acontecer durante a escrita e após alguns dias de distanciamento do texto.

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A dupla de alunos revisa o final do conto escrito por eles. Os alunos aprendem a ler o próprio texto e revisá-lo, ou seja, muito mais do que uma simples correção do professores, apontando erros, o processo de revisão ensina o aluno a ler o que escreveu e verificar o que pode ser melhorado.

Neste trecho, com ajuda da professora, os alunos grifam o que querem melhorar texto: aspectos ortográficos, pontuação e repetição de palavras.

Como observaram é muito complexo o trabalho com reescritas. Longe de ser uma mera cópia de um texto, o aluno analisa, observa, reflete e produz o texto observando um autor consagrado. No Interação, para a realização deste trabalho, apostamos na formação constante dos professores para garantir que trabalhem com a reescrita considerando todo o processo que envolve a leitura, a análise, a produção e a revisão de textos como meios para a formação de leitores e escritores competentes.

Bibliografia

LUIZE, Andréa. Repensando o papel das reescritas na formação do leitor e do escritor. São Paulo: CEEV, 2008 (apostila de referência do curso com o mesmo título).

TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever – Perspectivas psicológicas e implicações educacionais. São Paulo: Ática, 1997.