Hand Fidget Spinner – O brinquedo que virou febre entre crianças e adolescentes

De vez em quando surge um brinquedo ou uma brincadeira que logo vira febre entre crianças, adolescentes e até adultos. A mola maluca, ioiô, tamagotchi ( bichinho virtual ) já fizeram história.

Recentemente foi a vez do fenômeno Pokemon Go. O eletrônico fez a cabeça de jovens e adultos do mundo inteiro de um dia para o outro. Foi alvo de muitas críticas e logo perdeu força, devido a  inúmeros acidentes provocados pelo jogo.

Agora, chegou a vez do Spinner (ou fidget spinner). Seu filho já sabe do que se trata e provavelmente se ainda não pediu um logo pedirá. O brinquedo de três pontas arredondadas de plástico ou metal, com modelos coloridos e alguns até luminosos. Foi desenvolvido nos Estados Unidos durante os anos 90 para ajudar no tratamento de pacientes com autismo e com déficit de atenção, mas até então nada comprova a sua eficiência. Vinte anos depois é patenteado pela indústria de brinquedos e ganhou força gigantesca com a divulgação na internet e redes sociais no mundo todo. É um brinquedo de fácil acesso pelo preço baixo e variedade de locais de compra.

Enfim, o que eles fazem? Nada mais do que girar, girar e girar entre os dedos, conforme é pressionado.Resultado de imagem para Hand Fidget Spinner

Algumas pessoas acreditam que este brinquedinho pode ter um fundo terapêutico contra o estresse e ajuda no tratamento do déficit de atenção. Em entrevista ao El País, a psiquiatra infantil Beatriz Martinez, disse que não é bem assim. “No momento, vender um spinner como um remédio para transtornos de déficit de atenção é uma fraude. É preciso pesquisar muito mais. É muito preocupante a tendência da sociedade de vender qualquer coisa como terapêutica sem evidências científicas”, afirmou a especialista.

Pensando em sala de aula, segundo pesquisas recentes, professores argumentam que o brinquedo, ao invés de melhorar a concentração dos estudantes, atrapalha, pois eles ficam preocupados em saber quanto tempo o dispositivo ficará girando entre os dedos e não prestam atenção no que a professora está explicando. Portanto, acreditamos que trazer o brinquedo para a escola contribui de forma negativa para o seu desenvolvimento escolar, gerando conflitos.

Diante da situação, informamos que é proibido o uso do brinquedo na escola e contamos com a parceria das famílias neste processo.

Os pais devem estar sempre atentos em casa! Se for permitir que seu filho brinque com o spinner, fique de olho: monitore a brincadeira para que não se torne um vício e faça combinados  para que saibam o momento correto de brincar.

 

                                                                                                         Orientação Educacional

“Estou chegando”

Precisamos de vocês, pais.

O começo de 2017 trouxe para a equipe da Escola Interação novos desafios. Durante todo o mês de janeiro a escola se preparou, tanto no planejamento, com a participação do corpo docente, traçando o projeto pedagógico para o ano que se inicia, tanto na adequação do prédio; contamos agora com uma bela cantina especialmente preparada para os alunos do Fundamental II, refeitório novo para os alunos do período integral. Obras essas que deram continuidade à reforma já iniciada no ano passado, com a adequação dos espaços para os alunos do período integral.

Com essa parte das reformas praticamente equacionada, ficamos com o desafio de melhorar os horários de entrada e saída dos alunos. Desde o ano passado, a escola vem investindo em recursos que possam vir a agilizar e melhorar o fluxo dos alunos nesses horários de pico. Temos o aplicativo “Estou chegando”, desde o ano passado, mas muitos dos pais não baixaram, fato que dificultou muito os horários de saída. Já enviamos vários comunicados para melhorar esses horários, mas continuamos com esperas. Para tanto, pedimos a colaboração de todos os pais, pois isso depende muito da postura das pessoas que vêm retirar os filhos na escola. Simples ações, podem fazer com que a saída transcorra com mais fluidez, evitando transtornos e demoras. Como os pais poderiam colaborar:

Baixando o aplicativo “Estou chegando”;

Chegando uns cinco minutos depois do horário de saída do filho, para dar tempo de todos já estarem no pátio, diminuindo o tempo de espera;

Sair da baia e dar mais uma volta para dar tempo de seu filho chegar, para não obstruir a passagem e atrasar a saída de outros alunos;

Em dias de chuva, a entrada e saída ficam um pouco tumultuadas. Seja paciente.

Para que a escola tenha um bom funcionamento, a colaboração de todos é fundamental; contamos com vocês, pais, para que tenhamos um ano letivo mais tranquilo e produtivo.

Saudações,

Elvira Russo de Paula

Diretora.

Dicas para se dar bem nos estudos…

 

Crianças precisam de estímulos para os estudos não só na escola como também no ambiente familiar.

Você precisa mostrar ao seu filho que estudar é importante, que ler e escrever é divertido e que a sua vida escolar também foi muito legal e interessante.

Quando chega da escola, seu filho, ou filha, joga o material no quarto, na sala, na mesa…em algum canto. Quando tem tarefas de casa, lembra-se ou quando lembra-se, pega o caderno no fim do dia e acelera para terminar logo o que tem que ser feito. Geralmente, no dia anterior da prova, passa horas e horas estudando seguidamente e exausto reclama o quanto estudar é chato!!!

Já se viu nesta situação?

Acontece que a relação das crianças e adolescentes com os estudos é quase de guerra. A hora de estudar é sofrida, desmotivadora e muito pouco proveitosa.

Algumas atitudes em casa podem mudar este quadro. O equilíbrio dos estudos e a rotina diária é essencial para o sucesso escolar.

Se você frequenta a escola no período da manhã, ao chegar em casa almoce e descanse (assista TV, tire um cochilo ) para recuperar a disposição e a energia. Disponha de um horário fixo todos os dias para revisar a matéria que foi dada em aula e fazer as lições de casa. Caso o seu período é o vespertino, ao chegar em casa tome um banho para relaxar, faça a sua refeição e reserve seu tempo para fazer algo que goste como: brincar, assistir TV, conversar com familiares e amigos, acessar a internet, etc. O melhor momento para revisar o conteúdo de aula é no outro dia pela manhã, após uma boa noite de sono e descanso.

A qualidade do estudo também é primordial para bons resultados. Não adianta estudar horas e horas sem foco e não adquirir conhecimento.

É necessário habituar-se a estudar um pouco por dia, reservar uma hora do seu tempo e focar nimg_9025os estudos. Concentre-se, refaça exercícios, realize leituras, faça resumos e fichamentos da matéria dada em aula. Disponha de um caderno para seus registros em casa.

Caso sinta-se cansado e desmotivado, não hesite em parar, dar uma voltinha, beber uma água, ir ao banheiro e voltar a estudar…sua concentração se restabelecerá e conseguirá resultados mais eficazes.

Em época de avaliações é necessário maior empenho e inclusive maior tempo de estudo. A rotina sofre alterações quando necessário.

É importante ressaltar a parceria escola e família nesta empreitada, alunos de fundamental 1 e séries iniciais de fundamental 2 ainda não tem autonomia de estudos, ou seja, estão no processo de aprendizagem de como se estuda sozinho em casa, isto é ensinado e cobrado pela duas instituições ( escola e família ).

Chamamos este processo de autonomia assistida, onde o estudo deve ser acompanhado e monitorado.

Portanto, a rotina de estudos é essencial na vida escolar de seu filho!

                                                                                                                     Carolina B. V. Dias

                                                                                         Orientação Educacional

Como Lidar com a Fase das Mordidas

Veja as dicas para saber o que fazer quando seu filho chega em casa com uma mordida ou quando você recebe a queixa de que ele mordeu alguém.

O coleguinha de classe não quis dividir o brinquedo? Nhac! A mãe está grávida de um irmãozinho? Nhac! Ninguém dá a atenção exigida? Nhac!

Mais do que uma reação de raiva, as mordidas dadas pelas crianças pequenas, com até 2 ou 3 anos de idade, são uma forma de comunicação e de expressão de sentimentos. Nessa primeira etapa da vida, a criança ainda não domina a linguagem. Então, a forma que ela tem para se expressar, para se comunicar e interagir com os outros é pelos meios físicos, como morder, bater, puxar o cabelo. Enquanto ainda não sabem falar com desenvoltura, as crianças utilizam outros meios para se expressar e para se comunicar. A mordida é uma delas. As crianças na idade oral ainda não verbalizam com fluência e a linguagem do corpo acaba sendo mais eficaz. Nessa fase, as manifestações corporais são usadas para demonstrar descontentamento, alegria, descobertas. O que a criança deseja ao morder um amiguinho não é agredi-lo, mas sim obter de forma rápida algum objeto ou chamar atenção. As mordidas são usadas em situações diversas e a criança vai avaliando quais os efeitos que as mordidas têm. A criança morde e depois vê o que acontece. Por exemplo, se ao morder ela consegue o que quer ou espera para observar a reação do outro.

A fase oral é uma etapa do desenvolvimento que vai do nascimento até por volta de dois anos de idade. Nessa fase, é comum vermos crianças dando mordidas ao primeiro sinal de estresse. Este é um dos mais importantes e mais primitivo estágio do desenvolvimento infantil, quando a criança ainda é egocêntrica, ou seja, acredita que o mundo funciona e existe por sua causa. Sendo assim em sua concepção, tudo que deseja deve ser prontamente atendido e, quando isso não ocorre…nhac!. Nessa idade as necessidades, percepções e modos de expressão da criança estão concentradas na boca, lábios, língua e outros órgãos relacionados com a zona oral.

As crianças não nascem sabendo dar mordidas, assim como não nascem sabendo dar tapas ou puxar o cabelo. Quem ensina as crianças a morder, beliscar ou a bater são os próprios adultos e as crianças mais velhas. Essas ações se aprendem na relação com outras crianças, com os adultos. Os adultos têm esse tipo de brincadeira, dizendo “vou morder você, vou apertar sua bochechinha”. A criança assiste a essas formas de comunicação e a partir daí vai usando esses meios para se comunicar também.

 Quando a criança morde outra pessoa, é importante a mediação de um adulto, para fazer com que ela reflita sobre o que fez e para que entenda que há outras maneiras de conseguir o que deseja. O adulto deve mostrar à criança que há outros meios de expressar-se ou de conseguir o que se quer. Pode-se dizer, por exemplo: “se você não gostou do que ele fez, vamos dizer isso a ele”, ou “você quer o brinquedo? Então vamos pedir o brinquedo”. O adulto deve mostrar à criança que a linguagem é a forma certa de se obter as coisas. O papel do adulto é transformar a atitude corporal em uma atitude mediada pela linguagem. Esse é um grande objetivo da educação, tanto na escola quanto em casa. Quando esse ensinamento não é dado logo cedo, as crianças crescem e mantém as atitudes corporais para conseguir o que querem. É o que se vê quando crianças mais velhas se atiram no chão e fazem escândalo quando são contrariadas.

 A mordida é sempre uma situação difícil para os pais de ambas as crianças. Os pais da criança mordedora sentem-se envergonhados e os pais da criança mordida ficam chateados pelo machucado do filho. Tanto a escola quanto os pais devem aproveitar essas situações para ensinar à criança as regras de convivência. A criança mordida deve ser acolhida e incentivada a expressar seu descontentamento, porém nunca deve ser incentivada a revidar, ou seja, a morder também. Apesar de, na maioria das vezes, a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança, em alguns casos, este comportamento pode sinalizar um problema de ordem emocional. Se estas mordidas passam a ser frequentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa, com sentimento de rejeição ou tentar chamar a atenção através da agressividade. Quando isso acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto e com atenção para descobrir as possíveis causas e dependendo do caso, é importante buscar a ajuda de um psicólogo.

 

Educar para Crescer

Adaptado por Vanusa Maganha – Orientadora Educacional

Projetos de literatura de 2º ao 5º ano – 1º trimestre 2015

Uma das qualidades da boa literatura é a sua capacidade de nos fazer entrar em contato com diferentes culturas a partir das suas histórias; permitindo conhecer alguns elementos que compõem a identidade de um povo e ampliando o olhar para enxergarmos o mundo como um espaço de convivência entre os diferentes.

Este é o foco do projeto de literatura, para as turmas de 2º, 3º,  4º e 5º anos, nesse trimestre. Escolhemos obras que abordam de maneira sensível e inteligente os hábitos, valores e costumes da cultura indígena, africana, italiana e japonesa.

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Regina Câmara

Livro de Contos de Animais (2º ano)

A coordenadora pedagógica do Centro Educacional Interação, Bianca de Paula é premiada pela revista Nova Escola.
“Publiquei um projeto didático na Nova Escola, no novo site Gente que Educa, e meu projeto recebeu um selo de destaque!!! Fiquei muito feliz pois sou leitora da revista há bastante tempo!!, diz Bianca.

O projeto “Livro de Contos de Animais”, criado por Bianca de Paula, é o primeiro a receber o selo “Recomendado por Nova Escola”!
Confira em: http://abr.ai/1FvanzH

Ele foi avaliado pela coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, Regina Scarpa, e deve inspirar os usuários do Gente que Educa.

Solidariedade – Um valor que também se aprende na escola

Através das observações diárias surgiu o tema: “Solidariedade”. Acredito que valores como, respeito, valorização e pensar no próximo faz parte do nosso dia a dia e são valores importantíssimos para uma convivência, e é o que nos torna diferentes. Pude perceber que algumas atitudes das crianças poderiam ser repensadas, tais como: dar mais valor ao nosso lanche e alimentos do nosso dia a dia, pensar mais no próximo, agir diferente com os amigos. Dividi essa minha preocupação com os alunos do 2° ano B, pedindo a ajuda deles para juntos sermos diferentes. E começaram a refletir no que poderiam mudar. Foi um momento muito prazeroso, pois não é sempre que temos a oportunidade de repensar nossas atitudes.

O primeiro passo foi fazer um levantamento de atitudes de solidariedade que poderíamos  ter em pequenas situações do nosso dia a dia, e que nos tornariam cidadãos diferentes, ou seja, mais humanos. As crianças citaram atitudes diárias que seriam de grande valia e passaríamos a pensar mais no próximo. Surgem então algumas ideias como: Dividir o nosso lanche com os amigos, respeitar os mais velhos, respeitar os limites de cada um na sala de aula, entre outras. As falas dos alunos foram muito importantes para todos refletirem nas atitudes que devemos ter com o próximo, assim surgiram comentários como;

“Prô , quando um amigo tiver dúvida temos que respeitá-lo, pois somos diferentes e devemos aceitar as dificuldades dos outros, estamos aqui pra aprender, não é?!”

“Quando esquecermos o nosso lanche ou tivermos vontade de experimentar o lanche do amigo, não tem problema dividir…”

“Podemos pensar com mais carinho nos mais velhos e oferecer a nossa ajuda quando for necessário;”

E assim fomos registrando em um cartaz atitudes que nos tornariam diferentes, várias ideias surgiram. Entre elas a ideia de fazermos um lanche especial, um momento que teríamos para pensar no outro, onde todos iriam dividir seus lanches, ou seja, atitudes que podemos ter diariamente.

Enfim chegou o dia do lanche solidário e todos tiveram a oportunidade de desenvolver um olhar diferenciado na hora de lanchar. As crianças sentaram-se em roda e compartilharam o lanche, seguindo o que havia sido planejado. Houve toda uma preocupação das crianças e o mais importante foi que o trabalho envolveu todos os alunos. Pude perceber o envolvimento das famílias no trabalho. Os pais foram participativos e nos apoiaram reforçando em casa o valor que estava sendo discutido na escola. No dia do lanche solidário muitas crianças trouxeram lanches a mais e se preocuparam em dividir. Não deixaram ninguém sem experimentar. Foram solidários e era possível ver no olhar de cada um, o brilho e a satisfação de ser uma pessoa diferente. Este nosso trabalho apenas começou, pois temos uma longa jornada pela frente. Acredito que um trabalho como este pode fazer toda a diferença no cidadão de amanhã. Senti muito orgulho dos pequenos, pois estão passando a agir diferente e pensando mais no próximo. É visível como estão tendo um olhar diferenciado para as situações do nosso dia a dia. Vamos continuar plantando essa sementinha do bem. Pois serão nossos pequenos que farão a grande diferença no dia de amanhã.

Professora: Aline Bravo Tavares