O tal Bullying na Escola…

Bully significa brigão, valentão.

O termo BULLYING é caracterizado por ações intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneiras repetitivas por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.

As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes e mentirosas, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), fazer ameaças (enviar mensagens, por exemplo) e a exclusão.

Pesquisas apontam que o BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola.

O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. É necessário informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.

Escola e família devem se unir para que esta prática não se torne hábito de alguns adolescentes.

O professor e os colegas de classe podem contribuir com a  identificação dos atores e os alvos de bullying e devem buscar ajuda o quanto antes.

Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar, mas é necessário diferenciar uma piada aceitável e uma agressão. “Isso não é tão difícil como parece. Basta nos colocar no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?”, orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

O cyberbullying, também conhecido como bullying virtual, cada vez mais frequente,  precisa receber o mesmo cuidado preventivo do bullying e a dimensão dos seus efeitos deve sempre ser abordada para evitar a agressão na internet. Trabalhar com a ideia de que nem sempre se consegue apagar aquilo que foi para a rede dá à turma a noção de como as piadas ou as provocações não são inofensivas. “ O que chamam de brincadeira, pode destruir a vida do outro”, afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Caso o bullying ou cyberbullying ocorra, é preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias. ”Mas, muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar com a intervenção punitiva”, explica a especialista.

A ideia não é punir e sim orientar!

A escola também é local de formação do  cidadão, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Recuperar valores essenciais como o respeito, a generosidade e a tolerância, faz parte do nosso currículo. Devemos criar ações e possibilitar atitudes para um ambiente mais saudável na escola, como:

– Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;

– Incentivá-los a denunciar o bullying; procurar imediatamente a orientação/coordenação da escola.

– Promover discussões sobre o assunto.

– Estimular os estudantes a informar os casos;

– Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;

– Reforçar as regras disciplinares e trabalhar os valores morais.

– Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;

– Executar trabalhos de conscientização, bem como realizar atividades com troca de papéis, ou seja, colocar-se no lugar do outro.

Todos nós podemos contribuir para que o bullying não tenha sucesso na escola.

Pais, fiquem atentos ao comportamento de seus filhos, os acompanhem nas redes sociais, conversem sobre o dia a dia na escola e os incentivem a respeitar e valorizar as diferenças!

 

Orientação Educacional

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