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Protagonismo do aluno em sala de aula

Muitos avanços foram obtidos em relação à educação, e um dos principais é entender e enxergar o aluno como protagonista do seu processo de aprendizagem. Essa nova dinâmica se baseia em uma relação de troca entre o aluno e o professor, onde ambos aprendem e se desenvolvem continuamente.

A prioridade é a eficiência do aprendizado, e não apenas do ensino, e será amplamente vivenciada pelos alunos do ensino fundamental, com a implementação do ensino híbrido. Quando nos centramos no aprendizado, levamos em consideração as particularidades de cada um, suas dificuldades, potencialidades e habilidades. Afinal, não adianta o professor estruturar uma aula com um ótimo conteúdo, mas esse conteúdo não ser absorvido pelos pupilos.

Quando o aluno é protagonista, ele é incentivado a buscar informações, pesquisar, investigar, e a construir o conhecimento. O papel do professor é auxiliar e mediar o processo de aprendizagem, propor projetos, pesquisas e direcionar os estudos, e não apenas explicar o conteúdo.

Com isso, o aluno se sente confiante para pesquisar e descobrir a melhor maneira de absorver o conteúdo, pois haverá várias ferramentas à sua disposição, e o professor irá acompanhar todo o processo.

Quando o aluno desenvolve autonomia, ele aprende a se organizar, a pesquisar, investigar, e essas são habilidades muito importantes para a vida adulta e profissional.

Além disso, o protagonismo em sala de aula pode ser ainda maior quando novas tecnologias e são empregadas. Isso pois o aluno tem à sua disposição uma grande variedade de ferramentas para ajudar no aprendizado.

Com isso, as aulas se tornam mais dinâmicas, havendo a possibilidade da realização de aulas invertidas, projetos inovadores, e o compartilhamento de informações e troca de experiências entre os próprios alunos, contribuindo para que o aluno se torne ainda mais parte do processo.
Os estudos também não precisam mais ser uma atividade maçante e solitária. Com um maior protagonismo do aluno, a cooperação em sala de aula e nos estudos é muito maior, e os alunos podem trocar experiências e compartilhar o conhecimento.

Todo mundo gosta e quer aprender, e colocar o aluno como protagonista de seu próprio aprendizado, valorizando suas conquistas e guiando seus passos contribui para que ele tenha vontade de aprender e buscar cada vez mais informações.

A fase dos “porquês”

Por volta dos três anos de idade é quando ela começa – “Mãe, por que é que o céu é azul?”, “Pai, por que a cenoura é laranja?”, “Vô por que você é careca?”, “Tia por que…..?”
Essa fase pode ser realmente cansativa para os adultos que convivem com a criança, mas a chamada “idade dos porquês” é um período clássico e habitual no desenvolvimento das crianças, e significa que os pequenos estão crescendo e se desenvolvendo conforme o esperado.

Construção da identidade

Desde o nascimento, a criança observa, aprende e entende sobre si mesma e o mundo no qual está inserida. O processo natural para qualquer ser humano, sempre que aprende ou vê algo novo, é buscar respostas. Ou seja, a curiosidade da criança não aparece da noite para o dia, ela sempre esteve lá, mas a criança por não saber ainda falar, ou não ter vocabulário suficiente, não consegue se expressar.
Conforme suas habilidades de comunicação se desenvolvem, a criança começa a formular perguntas sobre tudo o que tenta compreender. Para os adultos pode parecer que a criança está querendo ser “chata”, ou que as perguntas não têm uma lógica, uma vez que as interrogações se multiplicam cada vez mais e parecem não ter fim.
O psicólogo e pedagogo suíço Jean Piaget, pioneiro no estudo dos mecanismos de desenvolvimento infantil, chama este período de “período pré-operatório”. Ou seja, as crianças conquistam a capacidade de criar imagens mentais sem que o objeto ou as pessoas estejam presentes.
Além disso, é nessa fase que as crianças conseguem perceber muito mais estímulos e informações do que são capazes de compreender – por isso, o processo natural é que elas busquem permanentemente o conhecimento.
A criança quer compreender quem ela é, quem os outros são, os comportamentos, regras, fazer novas descobertas, entender como o mundo funciona. Por ainda ser muito pequena, é natural então que ela busque as respostas nos adultos em quem confia e convivem com ela.
A curiosidade da criança é um dos principais mecanismos que a levará a fazer novas descobertas e sofisticar seus mecanismos mentais. Se esse processo ocorre de forma consistente na infância, isso a acompanhará durante toda a vida.

Não deixe a criança sem resposta

Quando somos bombardeados pelos “porquês” da criança, talvez seja necessário reunir o máximo de paciência para nos mantermos calmos, certo? Mas manter uma postura calma é fundamental, assim como sempre responder os questionamentos das crianças – devemos entender que esse é um processo muito importante do desenvolvimento pessoal e cognitivo dos pequenos.
Ser tolhida ou ter sua curiosidade barrada pelos adultos pode levar a criança a se sentir desvalorizada e insegura. Por medo, ela pode acabar interrompendo seu processo de aprendizagem.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a fase dos “porquês”, veja algumas dicas de como lidar e passar por ela sem maiores turbulências:

• Mesmo que esteja cansado(a), tente ouvir atentamente a criança e não a ignore;
• Dê respostas adequadas à sua idade e/ou maturidade. Respostas muito simples não a satisfazem e muito complexas apenas a confundem;
• Se não tiver certeza da resposta, diga que vai pesquisar e depois a responderá. Dependendo do assunto, inclua a criança nesse processo de pesquisa e descoberta;
• Quando questionado, tente devolver a pergunta e ajudar a criança a descobrir a resposta sozinha.

Aqui na Escola nós acreditamos que uma criança curiosa é uma semente que, quando regada constantemente, crescerá e se tornará uma árvore adulta muito mais consciente de seu mundo, suas escolhas e que sempre buscará o conhecimento. Por isso, sempre incentivamos as perguntas, os questionamentos e tentamos levá-las a novas descobertas.

Criança pode e deve ajudar nas atividades da casa

Você já ouviu falar na tabela Montessori? Neste artigo vamos falar um pouco sobre ela e seus objetivos.

Método Montessori é o nome do conjunto de teorias, práticas e materiais desenvolvidos pela italiana Maria Montessori.
O método se funda na ideia de que a educação se desenvolve com base na evolução da criança, e não o contrário. Ou seja, para cada época da vida alguns comportamentos e necessidades específicos são predominantes, sempre considerando a individualidade de cada criança.
Além disso, Montessori incentiva que ensinemos as crianças a fazerem tudo sozinhas, de modo que possam assumir responsabilidades e desenvolver autonomia e independência.
Tendo isso em mente, o método Montessori nos oferece uma tabela de tarefas que as crianças podem executar, de acordo com cada faixa etária:

Devemos ressaltar que é muito importante sempre incentivar e elogiar os pequenos, e também propiciar um ambiente agradável e divertido. Por exemplo, se for guardar os brinquedos com uma criança de 3 anos, é possível separá-los por cor, formato, tamanho, e transformar a arrumação em uma gostosa brincadeira.

Se a criança puder se divertir enquanto realiza as tarefas, será muito mais fácil criar hábitos.
Ou seja, se estiver em dúvida se uma criança pode ajudar em casa, a resposta é SIM. Auxiliar nas atividades da casa ajuda as crianças a desenvolver sua capacidade motora, experiência sensorial, e ainda contribui para uma aproximação familiar. Além disso, é fundamental para que se tornem adultos responsáveis e independentes.

Aqui na Escola Interação, na educação infantil, nós utilizamos técnicas e materiais típicos da metodologia Montessori. Os móveis são da altura dos pequenos, e eles são incentivados a guardarem e organizarem os brinquedos e materiais utilizados na escola.